A importância da nutrição para o paciente com atrofia muscular espinhal (AME)
DOI:
https://doi.org/10.59237/conexsaudefib.v6i.696Palavras-chave:
Atrofia muscular espinal; Nutrição; Doença neuromuscular.Resumo
A atrofia muscular espinhal (AME) é uma desordem neuromuscular genética rara, subdividida em 5 tipos, com diferentes formas de manifestação, sintomas e intensidade da doença. Do ponto de vista nutricional, crianças com AME são mais suscetíveis a alterações do estado nutricional, como desnutrição e obesidade, com risco significativo de morbidade para ambas. Ainda, evidências crescentes sugerem anormalidades metabólicas em pacientes com AME, como metabolismo de ácidos graxos alterado e tolerância à glicose prejudicada. Assim, o fornecimento eficaz de nutrientes e a vigilância nutricional devem ser priorizados em crianças com AME. O objetivo desse trabalho foi apresentar a relevância da nutrição no tratamento de crianças com atrofia muscular espinhal. Alterações do estado nutricional e de composição corporal são comuns em pacientes com AME. Problemas de alimentação e deglutição bem como constipação, distensão abdominal e doença do refluxo gastroesofágico são relatados em todos os tipos de AME. Deficiências de vitaminas e minerais também são comuns, além de quadros de alterações no metabolismo glicídico, lipídico e de aminoácidos. Conclui- se que o portador da atrofia muscular espinhal necessita de tratamento específico e individualizado, além de uma equipe multiprofissional envolvendo nutricionista, fisioterapeuta, terapia ocupacional, psicólogo e fonoaudiólogo, entre outros, devido às diversas complicações existentes.