Relação entre a ausência dos cotilédones e o vigor do porta enxerto no desenvolvimento e pegamento de mudas enxertadas de tomateiro
DOI:
https://doi.org/10.59237/agrofib.v5i.899Palavras-chave:
Desenvolvimento de mudas de tomates, enxertia de tomates, porta enxerto de vigorResumo
A enxertia é uma técnica utilizada pelos agricultores para aferir resistência aos patógenos de solo, bem como vigor às plantas de tomateiro, diferentes técnicas podem ser utilizadas para tal. Assim, o experimento teve como objetivo avaliar a relação entre a ausência das folhas cotiledonares e o vigor do porta-enxerto no pegamento e qualidade das mudas de tomateiro enxertadas. Foi utilizado delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC), em diferentes estudos com três cultivares de porta enxerto, cinco repetições e quatro tratamentos: T1 (testemunha) com apenas os cotilédones dos porta-enxertos; T2 com somente os cotilédones do enxerto; T3 mantendo os cotilédones do enxerto e do porta-enxerto; e T4 sem cotilédones. Avaliou-se altura de planta, altura de enxerto, massa fresca, massa seca, número de folhas e comprimento de raiz, os dados foram submetidos a análise de variância e as médias comparadas sob o teste de Tukey a 5% de probabilidade. A presença ou ausência dos cotilédones não influenciou no pegamento e sobrevivência das plantas visto que se obteve sobrevivência de 100 por cento das mudas enxertadas, porém a altura do corte influenciou nos parâmetros de desenvolvimento vegetativos altura de planta e altura de enxerto. Os demais parâmetros avaliados tiveram pouca ou nenhuma diferença estatística, entre os tratamentos. No porta enxerto de alto vigor não houve diferença entre os tratamentos para os demais parâmetros vegetativos avaliados. Os resultados obtidos neste trabalho sugerem que há viabilidade em produzir mudas enxertadas de tomateiro sem a presença dos cotilédones.