Arquitetura Modular e Instabilidade Social
Uma Abordagem Teórica sobre Edifícios Flexíveis
DOI:
https://doi.org/10.59237/vertifib.v4i.880Resumo
A crescente instabilidade social, caracterizada por transformações aceleradas nos modos de vida, nas dinâmicas urbanas e nas demandas de uso do espaço construído, tem imposto novos desafios à arquitetura contemporânea. Nesse contexto, a arquitetura modular e os edifícios flexíveis emergem como estratégias capazes de responder às constantes mudanças sociais, econômicas e culturais, ao possibilitar adaptações espaciais ao longo do tempo sem comprometer a eficiência funcional ou o valor urbano das edificações. Este artigo tem como objetivo analisar, sob uma abordagem teórica, os princípios e conceitos que fundamentam a arquitetura modular e a flexibilidade arquitetônica, investigando seu potencial como resposta projetual à instabilidade social. A metodologia adotada baseia-se em pesquisa de caráter qualitativo, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica de autores nacionais e internacionais que abordam temas como modularidade, adaptabilidade, sustentabilidade e transformações urbanas. Os resultados da análise teórica indicam que sistemas modulares e soluções flexíveis contribuem para a ampliação do ciclo de vida dos edifícios, a otimização de recursos, a redução de desperdícios e a capacidade de reconfiguração dos espaços conforme novas demandas surgem. Conclui-se que a arquitetura modular configura-se como uma alternativa relevante para a produção de ambientes construídos mais resilientes, sustentáveis e alinhados à complexidade e à instabilidade da sociedade contemporânea.