Medicamentos Emagrecedores: automedicação e riscos em Universitários no Município de Bauru
DOI:
https://doi.org/10.59237/conexsaudefib.v8i.871Palavras-chave:
Obesidade; Medicamentos Emagrecedores; Automedicação.Resumo
Em uma sociedade com elevados níveis de obesidade e pressão cultural do “corpo perfeito”, aumenta a procura por medicamentos para emagrecimento, o que pode ocorrer de forma perigosa à saúde do paciente. O presente trabalho visou avaliar o uso de medicamentos emagrecedores junto a universitários das Faculdades Integradas de Bauru (FIB). Foi realizado um estudo transversal com um questionário online desenvolvido pelos autores na plataforma Google Forms. Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética (CEP), sendo obtidas 24 respostas de estudante universitário que realizaram tratamentos para emagrecer. 75% dos entrevistados eram mulheres, com idade entre 18-22 anos (45,8%), que utilizaram em sua maioria outras classes terapêuticas para emagrecer (37,8%) seguido de fitoterápicos (20,8%). Uma pequena parte dos entrevistados utilizou medicamentos para tratar obesidade (12,5%), sendo a maior parte com IMC inicial de sobrepeso (58,3%), sem acompanhamento de profissional de saúde (54,2%) e apenas 25% não sentiu algum efeito adverso. Em 54,2% dos casos a indicação do tratamento foi feita por familiares ou amigos, e apenas 33,3% dos entrevistados referem ter atingido a meta para emagrecimento e mantido o peso após o tratamento. As outras classes terapêuticas não foram especificadas, contudo percebe-se o uso off-label (fora da bula). Conclui-se que a automedicação sem o acompanhamento de profissionais de saúde habilitados, pode tornar o tratamento perigoso ao paciente, além de contribuir para a falha terapêutica e perdas financeiras. O farmacêutico é o profissional de saúde mais acessível para orientar o uso de medicamentos emagrecedores, aumentando os resultados positivos.