A função social das marcas na proteção do consumidor e na promoção da livre concorrência
DOI:
https://doi.org/10.59237/jurisfib.v17i17.942Palabras clave:
Código de Defesa do ConsumidorResumen
A proteção jurídica das marcas, inserida no âmbito da propriedade intelectual, transcende a tutela patrimonial dos titulares dos registros, desempenhando relevante função social na proteção dos consumidores e na promoção da livre concorrência. Nesse contexto, o presente estudo tem por objetivo analisar a função social das marcas na proteção do consumidor e na promoção da livre concorrência, examinando a proteção jurídica dos sinais distintivos, sua dimensão funcional e sua relação com a defesa do consumidor e com a repressão às práticas de concorrência desleal. Quanto aos aspectos metodológicos, trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza básica, com objetivos descritivos e explicativos, desenvolvida por meio do método dedutivo e do procedimento bibliográfico, mediante análise da Constituição Federal de 1988, da Lei nº 9.279/1996, do Código de Defesa do Consumidor, de obras doutrinárias e de decisões jurisprudenciais relacionadas ao tema. Os resultados evidenciaram que a proteção das marcas não se destina exclusivamente aos interesses econômicos dos titulares dos registros, constituindo importante instrumento de tutela da confiança dos consumidores e de preservação do equilíbrio concorrencial. Conclui-se que a função social das marcas se revela mecanismo indispensável para a harmonização entre interesses privados e coletivos, contribuindo para a proteção do consumidor, para a promoção da livre concorrência e para a concretização dos valores constitucionais que orientam a ordem econômica brasileira.
Descargas
Citas
BARBOSA, Denis Borges. A concorrência desleal e sua vertente parasitária. Rio de Janeiro. Material disponibilizado pelo autor. 2011.
BARBOSA, Pedro Marcos Nunes. As marcas de alto renome perante o princípio da função social da propriedade. Revista da ABPI, n. 110, 2011.
BARBOSA, Pedro Marcos Nunes. Marcas de cigarro, desuso, caducidade e função social. Revista Brasileira de Direito Civil, v. 31, n. 2, p. 225-262, 2022.
BARBOSA, Denis Borges. Uma introdução à propriedade intelectual. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2003.
BENJAMIN, Antônio Herman V.; MARQUES, Cláudia Lima; BESSA, Leonardo Roscoe. Manual de direito do consumidor. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008. Disponivel em: https://www.lexml.gov.br/urn/urn%3Alex%3Abr%3Arede.virtual.bibliotecas%3Alivro%3A2008%3B000799646?. Acesso em 20 jun. 2026.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 15 jun. 2026.
BRASIL. Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 15 maio 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm. Acesso em: 15 jun. 2026.
BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 12 set. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm. Acesso em: 21 jun. 2026.
BRASIL. Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011. Estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência; dispõe sobre a prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica; altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 – Código de Processo Penal, e a Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985; revoga dispositivos da Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994, e a Lei nº 9.781, de 19 de janeiro de 1999; e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 1 dez. 2011. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12529.htm. Acesso em: 21 jun. 2026.
CERQUEIRA, João da Gama. Tratado da propriedade industrial. Atualizado por Newton Silveira e Denis Borges Barbosa. Rio de Janeiro: Lumen Juris, v. 1. 2010.
COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial: direito de empresa. 25. ed. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2022.
COELHO, Carolina Medeiros; MARQUES, Juliana Sarraf Daibes; SANTOS, Andressa Casanova Von Grapp. Marcas e relações de consumo: como a propriedade industrial afeta a proteção do consumidor no mercado globalizado. Revista Jurídica do CESUPA, Belém, v. 5, n. 1, 2024. Disponível em: https://periodicos.cesupa.br/index.php/RJCESUPA/article/view/240. Acesso em: 21 jun. 2026.
FISHER III, William W. Theories of Intellectual Property. In: MUNZER, Stephen R. (org.). New Essays in the Legal and Political Theory of Property. Cambridge: Cambridge University Press, 2001. p. 168-199.
NUNES, Rizzatto. Curso de direito do consumidor. 15. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2021.
PEREZ, Clotilde. Signos da marca: expressividade e sensorialidade. São Paulo: Cengage Learning, 2016.
PERUZZO, Juliana Holderle. A função social da propriedade intelectual e a quebra de patentes. 2012.
SÃO PAULO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Apelação Cível n. 1029080-95.2014.8.26.0100. Apelante: Diageo Brands B.V. Apelado: José Carlos de Oliveira. Relator: Alexandre Marcondes. São Paulo, 22 nov. 2017.
SÃO PAULO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Apelação Cível n. 1093251-56.2017.8.26.0100. Apelante: Unilever Brasil Ltda. Apelada: GFG Cosméticos Ltda. Relator: Ricardo Negrão. 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial. Julgado em 10 set. 2018. Disponível em: https://esaj.tjsp.jus.br. Acesso em: 21 jun. 2026.
SCUDELER, Marcelo Augusto. Patentes e a função social da propriedade industrial. 2008.
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial). Apelação Cível 10807166120188260100. Apelante: VVT Modas Comércio, Importação e Exportação Ltda. Apelada: Kipling Apparel Corp. Relator: Maurício Pessoa, 18 de agosto de 2020. Disponível em: https://esaj.tjsp.jus.br/cposg/search.do;jsessionid=52CA50CEDB14D10CB1491231893820D5.cposg2?conversationId=&paginaConsulta=0&cbPesquisa=NUMPROC&numeroDigitoAnoUnificado=1080716-61.2018&foroNumeroUnificado=0100&dePesquisaNuUnificado=1080716-61.2018.8.26.0100&dePesquisaNuUnificado=UNIFICADO&dePesquisa=&tipoNuProcesso=UNIFICADO#?cdDocumento=12. Acesso em: 20 JUN. 2026.
